A Chave - Capítulo 75

 24/02/2012




Capítulo 75


  
Como uma punição por sua rebeldia e suas mentiras passadas, um tipo de punição diferente, Ronald acariciou sua face e apenas olhou-a. Um olhar profundo de apreciação.
-Tem medo que nos vejam? – perguntou-lhe.
-Não. Não tenho vergonha. – admitiu, corada sob seu olhar.
Mas não era vergonha do corpo ou do sexo, era um corado que sempre acontecia quando se perdia naquele olhar profundamente azul.
-Eu tenho ciúmes de você. Não quero que a vejam nua. – ele disse sorrindo – Precisamos ser rápidos antes que nos procurem. – ele sorriu e ela retribuiu.
-O general deve achar que entramos escondidos e estamos no quarto. Ele não viria nos procurar. É a nossa lua de mel. Porque alguém nos procuraria?
Ela era uma debochada e Rony não tinha a menor dúvida disso.
Hermione afastou-se o bastante para encostar as costas na parede de madeira atrás de si. Era uma indireta do que esperava dele.
Ronald não a deixou comandar. Pelo contrário. Pegou seu vestido no chão e o espalhou sobre o feno, improvisando uma cama para os dois.
Não queria machucar suas costas delicadas na madeira rústica, por isso improvisou um lugar para os dois. Estendeu a mão convidando-a a deitar-se.
Com as pernas tremendo Hermione obedeceu. Deitou com cuidado sobre a cama improvisada no chão e esperou por ele. As pernas fechadas um pouco de lado enquanto ela o olhava com olhos brilhantes e que imploram para que a consumação do casamento não demorasse tempo demais. Estava ansiosa e desejosa dele. Não queria esperar.
De pé, como quem brinca com seus sentimentos e expectativas, Ronald permaneceu imóvel, movendo-se apenas para retirar o casaco. Desfez-se da peça e ela olhou para suas mãos grandes e hábeis que desafivelavam o cinto e retiravam o cinturão de couro, largando-o em algum ponto do chão, mas que ela não saberia qual, pois cravou os olhos em seus atos.
Ronald desabotoou a camisa sem pressa, e quando seu peito ficou nu ela suspirou. Fervia entre as pernas e estava ansiosa para ser tocada.  Rony sorriu quando ela roçou os dedos no próprio seio, ansiosa por ser tocada.
Foi propositalmente lento ao retirar as botas pesadas e as meias. Hermione deslizou uma das mãos pela própria barriga e gemeu, os olhos percorrendo o peito amplo, largo, de ombros impressionantes, ela adorava aquele corpo, aqueles músculos se retesando quando ele se movia.
Os quadris estreitos, as nádegas musculosas, se retesando enquanto ele descia a calça e a roupa íntima e finalmente permanecia nu diante dela. Hermione chegou com os dedos entre as pernas, e esfregou devagar, gemendo quando ele se aproximou, adorando assistir o modo como ela se tocava.
Seu amante gostava de ver, tanto quanto ela gostava de ser vista. Gemeu mais quando ele se ajoelhou diante dela, e agarrou um dos seus tornozelos, e o ergueu para o lado, afastando muito uma perna da outra. Ela parou de se tocar, e manteve a mão pousada sobre a barriga, aguardando o que ele faria.
Rony manteve sua perna afastada e subiu os carinhos por sua panturrilha, alisando a pele e arrepiando suas coxas, arrepiando seu corpo todo. Ele pousou um beijo em seu joelho e ela ergueu o quadril, pedindo por aquilo que tanto desejava.
Rony alisou a pele de suas coxas, sem pressa alguma. Mordiscou a pele sensível, com mordidinhas na carne das coxas, chegando a marcar a pele com vergões avermelhados.
Hermione apenas gemia, apertava uma das mãos no seio direito, enquanto empurrava a pélvis para cima, para que ele não demorasse a satisfazê-la. Ele continuou mordendo suas coxas um pouco mais perto do que ela tinha em mente.
Hermione sufocou o riso quando ele mordiscou seu umbigo de surpresa, querendo pega-la desprevenida.
-Não brinque comigo. – ela pediu quente, a face corada, – Já fez isso outro dia, lembra? Fiquei queimando por você... E me mandou embora.
-Sim, mas eu também fiquei queimando e, mesmo assim, a mandei embora. – ele disse cobrindo-a com seu corpo.
Hermione imediatamente enlaçou as coxas em torno dele para impedi-lo de escapar de sobre ela.
-Você me enfeitiçou e me obrigou a lidar com o desejo insano de possuí-la por dias. Estamos quites.
-Não. – ela disse assanhada – Ainda não estamos quites. Rony, eu te quero tanto... – ela choramingou enquanto descia uma das mãos por entre eles e o agarrava – Sabe onde eu te quero? – perguntou maliciosa.
Ele fitou seus lábios cheios, vermelhos e suculentos e repousou um dedo sobre eles, e Hermione o mordeu, sugando seu dedo para dentro dos lábios, enquanto o agarrava e começava a empurrar para dentro de si.
Estava molhada e pronta, mas ele era grande e largo e por mais que afastasse as pernas e as empurrasse longe, ainda assim, era desconfortável no começo.
Ela jogou a cabeça para traz e gemeu sem som, respirando difícil enquanto ele empurrava de pouco a pouco, e esfregava os dedos por seu queixo, pois ela não pode manter a caricia com os lábios, vítima de sua entrada deliciosamente dolorosa.
-Só mais um pouquinho... – ele sussurrou para acalmá-la mas Hermione ergueu o rosto e disse voraz?:
-Pouquinho? Não. Eu quero tudo! Tudo! – não era um pedido, era uma ordem.
Ele a puxou pelos braços e ela sentou um pouco assustada pelo olhar azul. Rony não queria mais falar. Sua mulher pedira tudo e ele estava no limite da paixão com ela a muitos dias. Ele fixou apoiado nos joelhos e disse:
-Levante, Hermione.
Ela não queria fazer isso. Seus joelhos tremiam, mas ela levantou. Ficou de pé diante dele, e Rony a agarrou pelas nádegas, apertando-as enquanto levava a face entre suas pernas.
Ao entender, ela soltou uma espécie de grito de apreciação.
Ele separou suas dobras intimas e rosadas com a língua enquanto suas mãos apertavam sua bunda com dedos de ferro.
Ela olhou em volta, sentindo-se selvagem por estar ali, praticamente em público, com tão pouca privacidade, sentindo a noite coroando-os enquanto o amor se fazia entre eles.
A língua encontrou o clitóris e ela se contorceu. Rony não olhou para saber se ela gostava, pois ela agarrava seus ombros com dedos de fero e seus apertos eram indícios de que fazia a coisa certa.
Os cabelos longos caiam em suas costas e ombros e ele finalmente olhou para ela. Ombros curvados. Seios empurrados para baixo, pois ela estava usando seus ombros como apoio. Os peitos o atraiam, e seus mamilos macios eram um belo convite para seus lábios, mas ele não conseguia abrir mão daquele gosto.
Ele esfregou a língua tantas vezes em seu clitóris quanto era possível sem fazê-la gozar. Sempre que ela se aproximava do pico, ele parava e acariciava mais abaixo, entre os lábios graúdos. Era doce e estava escorregando.
-Rony... – seu lamento de prazer entrou por seus ouvidos e foi parar em seu membro. Não poderia se frustrar ao prazer de ter essa mulher.
Ele soltou o aperto em seu quadril e a fez soltá-lo também.
Hermione se deixou conduzir quando Rony a fez ficar bem pertinho e curvar os quadris. Ele não queria que sentasse ou deitasse e quando entendeu o que ele queria, Hermione segurou outra vez em seus ombros, e obedeceu sem pestanejar.
Ele permaneceu de joelhos, ela se encaixou em seu membro e empurrou o quadril de encontro ao dele, caindo para frente e sendo apoiada por ele. Rony a fez colocar as pernas ao redor dele, e apoiou seu torço nu contra o seu enquanto ela gemia muito pela invasão completa.
Rony a sustentou e foi ele quem conduziu o ato, empurrando-a contra si. Hermione agarrou em seu pescoço e escondeu o rosto em seu ombro. Ele a invadia sem parar e sem falsa modéstia. Sem preocupação com dor ou desconforto.
Ela havia passado dessa fase e apenas gemia e murmurava em seu ouvido, pedindo mais. E quando ele lhe deu o que pedia e a surpreendeu com a intensidade das sensações. Rony a pouso de volta sobre vestido que servia de cama, mas não soltou seu quadril, por isso, ela ficou erguida da cintura para cima, unida a ele.
-Oh, Rony... – ela agarrou os próprios seios, alimentando a fogueira em sua cintura.
Ele sustentou seu quadril erguido enquanto a possuía rápido e forte. Movimentos precisos e ela perdeu completamente a conexão com a realidade.
Seu único apoio para a realidade eram as mãos grossas segurando-a. Sua voz gemendo, seus bufos de prazer, seu cheiro, aliás, o cheiro dos dois, que exalava e contrastava com o som molhado que faziam juntos.
Hermione focou toda sua energia em sentir o corpo masculino invadir o seu e em determinado momento ela gritou, quando ele avançou sem parar e sem deixá-la corresponder. Era tão forte, tão evasivo, tão potente, e a única coisa a que se apegar era o membro a rasgando, entrando e saindo sem parar.
Seu prazer explodiu e ela ficou surda para tudo.  Aquele mundo de cores era tão bonito que Hermione se apegou a ele.
Rony precisou aliviar o aperto e soltar o encaixe, pois sua parceira de cama, ou nesse caso, de loucura fora da cama, estava saciada e em outro mundo. Ele a cobriu com seu corpo e pediu um beijo, ou melhor, lhe roubou um beijo.
Hermione possuiu a boca de Roy com a mesma forme que ele fizera com seu corpo. O membro pulsava contra sua barriga, molhado e rijo, e ela o empurrou deitado sobre o chão, pois ele não teve a felicidade de ficar sobre o tecido do vestido. Montou-o e Rony olhou-a do mesmo modo que faria para uma princesa.
Hermione exultava por dentro por ser olhada desse modo. Como uma rainha. Como se ela fosse realmente a mulher mais linda desse mundo. Agradecida por esse olhar, ela baixou o corpo até engolir sua ereção inteira.  Sua feminilidade o acolheu com frescor e ele fechou os olhos, pois essa dança era de Hermione.
Ela o acariciou no peito, com boca, lábios e dentes, sugando seus mamilos, mordiscando seus músculos, salpicando beijos carinhosos onde seus dentes feriam. Tudo sem parar de erguer e baixar o quadril, levando-o fundo e dentro. Bem dentro. Ela rodou o quadril em giros lentos e provocadores e ele a olhou a um passo de gozar.
Sua cigana jogou os cabelos para trás e os braços, cavalgando-o com decisão enquanto uma de suas mãos encontrava seus testículos e os apertava, manipulava, consolidando aquele prazer todo que crescia dentro dele.
Ronald gozou no mesmo instante em que Hermione também atingiu outro clímax fantástico. Ela não conseguiu gritar ou gemer, estava tão sem fôlego, que apenas caiu para frente, respirando pesadamente.
Permaneceram assim por algum tempo e foi Hermione quem ergueu o corpo primeiro, para olhar em seus olhos e sorrir. Acariciou seu rosto, que ele mantinha sem barba, com exceção de uma leve camada de pêlos, pois os raspava a cada dois dias. Ela gostava assim. Um dia pediria que usasse novamente a barba cerrada de quando o conheceu e se apaixonou, mas por hora, gostava dele assim.
-Eu te amo. – ela disse ao mordiscar o ouvido do seu Comandante. – Vamos sair daqui?
Seu riso cristalino incentivou o riso de Rony que a beijou e sentou com ela em seu colo.
-Nunca confesse ao padre onde consumamos nosso casamento. – ele alertou enquanto a beijava carinhosamente.
-Não se preocupe não tenho pretensão de contar a ninguém. – ela disse acariciando-o tão meiga e apaixonada que Rony precisou fitar seus olhos para reconhecer sua cigana forte e destemida naquela moça adorável.
-Eu me apaixono e torno a me apaixonar por você todos os dias, cigana. Isso não é justo. – ele disse um pouco sério por conta do tanto que amava – Não é direito o quanto me desperta para o amor.
-É claro que é certo. Seria injusto não me corresponder. Eu abri mão de tudo, Rony. Da minha busca pelo meu pai – era verdade, ela decidiu ficar com ele quando ainda achava que seu pai estava em outro país, distante dela. – por te amar. Não desvalorize o que sinto. Por trás de tudo que digo e faço, há muito amor. Por você, pelo meu irmão, pela minha gente.
-Então não falaremos mais nisso. – ele disse alisando a pele de suas coxas bonitas e beijando docemente seu pescoço – Sem dúvidas sobre nossos sentimentos, Hermione. Sem mais dúvidas.
Aliviada, ela o abraçou e riu quando foi erguida e colocada de pé. Os dois se vestiram rindo e conversando assuntos tolos.
Hermione estava longe de estar apresentável e Rony em desalinho, por isso os dois saíram do celeiro e percorreram o jardim escondidos. Avançaram pela casa do mesmo modo, não querendo encontrar ninguém no caminho.
-Eu não lhe agradeci pelo que fez por Harry .– ele disse quando fechou a porta do quarto dos dois à chave.
-Não agradeça. Ter uma esposa divide seu trabalho, Comandante. Posso cuidar da sua família, enquanto você cuida do trabalho.
-É por isso que os homens se casam? Para ter uma companheira? – ele se surpreendeu com essa revelação. – Alguém com quem dividir as aflições e as dificuldades?
-Acho que a péssima experiência entre você, Harry e a noiva de Harry, causou um dano quase irreparável na confiança dos dois. O casamento é uma união, Rony. Por isso não pude me casar com Jaez, apesar de tê-lo como um bom homem. Porque eu quero dividir tudo com o homem que amo. Minha vida, minhas decisões. Até o meu aprendizado. Porque eu tenho pensando sobre mim mesma e sobre tudo que fiz. Eu posso não parecer muito agradecida ou submissa as normas dessa casa, mas eu estou tentando Rony, estou tentando ser alguém menos impulsivo. E nunca mais irei mentir. Eu lhe juro isso. Não minto mais para você. – ela o abraçou no centro do quarto e sorriu – E você? Tem mentiras para me confessar, Comandante?
-Mentiras? – ele pareceu um pouco desconfortável com a pergunta.
-Você mentiu para mim alguma vez desde que nos conhecemos? – perguntou para colocá-lo em uma situação difícil.
Bem que ele poderia lhe contar tudo sobre Heitor. Seria um alívio não carregar mais esse peso em seu coração. E ela lhe contaria sobre o bebê.
-Não tenho segredos para você, Hermione. – ele disse baixando os olhos e a distraindo com um beijo.
Quando o beijo acabou ela o abraçou e pelas suas costas fitou o espelho atrás de si com um olhar de desconfiança.
‘Não tenho segredos para você, Hermione’? Mas que mentiroso!
Ela tornou a sorrir sem que nada parecesse estranho quando ele lhe fez uma proposta maliciosa no ouvido.
Dividida entre o impulso de brigar com ele pela mentira deslavada e o desejo de se deitar outra vez com ele, Hermione acabou por relevar e optar pela segunda opção.
Maliciosa ela se afastou dele e começou a despir as roupas. Desta vez na cama, os dois terminaram a noite embolados em pernas, braços e lábios, sobre a ampla cama de lençóis de seda...



Do outro lado da cidade, Dimitri entrou na tenda era noite alta. Ele fez um gesto para que Niglo o reconhecesse e pudesse passar. Eles mantinham Jaez preso na tenda até Dimitri decidir o que faria com ele. A opinião geral era que deveria ser expulso. Mas ele entendia em parte a situação de Jaez.
Niglo não gostou quando a ordem foi para soltar Jaez.
Tendo tido tempo para esfriar a cabeça, e engolir o orgulho, Jaez agora estava calmo o bastante para uma conversa.
Dimitri sentou em uma cadeira e Jaez levantou e andou pela tenda esticando as pernas e se afastando do rapaz.
-Todos os ciganos reconheceram o meu lugar de líder. Não vale a pena perder seu tempo tentando desfazer essa decisão .– Dimitri alertou.
-É verdade o que dizem? – Jaez perguntou sério, e indiferente – Era Hermione naquele vestido de noiva e não a irmã do comandante inglês?
-Sim, era Hermione. – ele contou.
-Porque ela não disse que era ela? – ele perguntou a si mesmo.
-Acho que sabe a resposta, Jaez. – Dimitri também levantou e precisou esclarecer tudo – Minha irmã se casou há três dias atrás com o Comandante inglês Wesley. Seu paradeiro não é mais um segredo. Todos sabem que ela fugiu para ficar com ele. É a historia que devem saber.  Estive com ela esta noite. Como líder não posso aceitar minha irmã de volta ao nosso povo. Ela não é bem vinda aqui. Mas como homem... Eu posso vê-la sem que isso atrapalhe meu posto.
-E como ela está? – a pergunta era tensa.
-Está feliz. – Dimitri sorriu – Os olhos dela brilham. – contou feliz pela irmã – Parece a Hermione de quando era pequeno, e ela era feliz cuidando de mim e da mamãe. Ver minha irmã tão feliz não tem preço.
-Eu não aceito esse casamento. Eu não reconheço esse casamento como válido, Hermione é minha noiva. Tenho todo o direito de exigir meu direito. – ele negou revoltado.
-Eu devo avisar que está luta será apenas sua, Jaez. Enfrentará os soldados espanhóis. Hermione não é mais uma cigana. Ela é a esposa de um dos homens mais poderosos da Espanha. Nosso povo não entrará em uma guerra em nome da sua obsessão.
-Eu amo Hermione.  - ele disse furioso.
-Não. – Dimitri negou – Se você a amasse, Hermione não teria fugido. Ela teria falado com você do mesmo modo que falou comigo. Do mesmo modo que ela fala com o inglês. Se você tivesse algum sentimento pela minha irmã ela teria confiado que seria feliz ao seu lado.
-A culpa é minha? Sua irmã perdeu o juízo e foi levada a cometer essa loucura e sou o culpado?
-Entenda como quiser. Não atente contra minha irmã. Ela está protegida. Não quero perder nosso melhor negociante por causa de uma mulher. Mesmo que ela seja minha irmã.
Como líder era esse o recado que tinha para lhe dar. O silêncio caiu sobre eles.
-Dimitri? – a voz cansada e pouco direta de Marcella o fez olhar para a entrada da tenda.  – Eu o vi chegar. Poderia falar com você um instante?
-Claro, entre. – ele mandou – Não precisa de permissão para falar comgio.
-É claro que preciso, agora é nosso líder. – ela disse sorrindo – Meu pai conversou com o meu futuro noivo. Ele virá falar com o líder do nosso povo o mais breve possível, então... Eu pensei se poderia pegar um pouco de dinheiro para comprar alguns vestidos. – ela pediu humilde – Meu pai não tem feito bons negócios, mas ele pagará em breve.
-E porque o seu pai não esta aqui negociando? – Dimitri perguntou estanhando.
-Porque meu pai anda doente, mas não quer que ninguém saiba. – ela disse triste – Ele quer me casar o mais rápido possível. Teme o pior para mim e minha mãe se ele... Bem, acho que é isso. – ela escondeu a tristeza e Dimitri apenas acenou.
-Compre os vestidos que precisar. – ele disse sério também – É um investimento casar uma cigana tão importante para nós. Mas eu penso se não deveria casá-la com alguém daqui. Para não perdermos alguém de tanta valia. – Dimitri sugeriu e ela negou:
-Não. Eu quero me casar e ir embora – ela disse triste – Obrigada por atender meu pedido.
Humilde, Marcella foi embora.
Dimitri olhou para Jaez e disse:
-É livre para ficar ou partir, Jaez. Mas se optar por ficar... Seguirá minhas regras. O que prefere?
-Eu fico. – ele disse engolindo o orgulho – É claro que não abrirei mão do meu povo por causa de um garoto.
Dimitri relevou e também saiu da tenda.
-Às vezes, Jaez, é preciso entender e aceitar as mulheres. – foi Niglo quem disse quando ficaram sozinhos. – é meu amigo e não o quero ver sofrer por causa de um rabo de saia. Hermione não vale muita coisa, mas o inglês a quis e fará uso dela enquanto lhe servir. Escolha uma esposa e case, Jaez, como eu farei com Hanya. Se o destino quiser que fique com Hermione, ele se encarregará de trazê-la para você.
-Eu preciso achar um modo de ver Hermione. – ele disse nervoso.
Niglo não tentou impedi-lo de ir para sua própria tenda. Dimitri relevou seu crime e Jaez estava livre outra vez. Em seu caminho para a tenda avistou Marcella andando para a tenda de sua família.
Sozinha, sob a lua, desprotegida. Ele precisava tanto de uma mulher. Descarregar sua fúria em uma mulher. Mas ela tinha família e logo se casaria.
Ele engoliu em seco, pensando porque esse gosto amargo na boca.
Marcella o amava. Era insignificante perto do encanto de Hermione, mas era uma mulher afinal, e como tal serviria para suprir suas necessidades de homem.
Talvez alertada do perigo pelos instintos de cigana, Marcella olhou em sua direção e se assustou com o quer viu em sua face. Ela correu para a tenda dos pais e desta vez não ficou separada deles, para não correr o risco de ser visitada a noite.
Lá fora a noite ia longe quando Jaez se acalmou e permaneceu apenas olhando a lua distante, sem saber que a quilômetros de distancia, Hermione estava adormecida nos braços de Ronald, enquanto ele acariciava seus cabelos carinhosamente e também adormecia após o amor...




Autora: bem, gente, dia 25 e 26 tem postagem normal. Pode atrasar, e tal, mas tem post. Dia 27 vou falar de como fica o blog na minha ausência. Não será uma ausência tão longa assim, e nem tão ‘ausente’, por isso nada de pânico. Kkk
A Chave não vai parar. Garanto.
Beijos e até amanhã!



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7 comentários:

Anônimo,  25 de fevereiro de 2012 08:56  

hum....certo sem desespero..kkk
eita q rony mentiroso kkkk
imy

Trícia_Guima 25 de fevereiro de 2012 09:10  

Nossa, isso é que eu chamo de uma NC porreta, cada dia você supera em Marja.

O Jaez é um filha da mãe, fala mau da Marcela, e quer usar a garota so pra se aliviar, CACHORRO. So espero que ele não apronte nada contra a Hermione.


Marja vou ficar uns dias sem PC pois vai para o conserto, por tanto te desejo bom parto e que o seu bebê venha com muita saúde e seja tão inteligente e criativo como a mãe. O maridão deve está muito ansioso também não é?

Boa sorte no Parto!!! Beijos!!!!

Trícia_Guima 25 de fevereiro de 2012 09:11  

So uma pergunta, será que a Hermione vai esconder do Rony a gravidez, igual como o Rony escondeu dela no Acordo (Hermione so foi descobrir a gravides com três meses). Seria até bem feito pra ele.


Beijos!!!!

Estórias da Marja 25 de fevereiro de 2012 10:20  

Imy, mentiroso mesmo!
Ele tem uma boa causa...hehe...mas é meio trairinha, esse Rony!!!

Se a Hermione tb não tivesse seus defeitos...iria ficar possessa com ele!

Beijos

Estórias da Marja 25 de fevereiro de 2012 10:23  

Trícia, provavelmente quando você voltar a ter pc eu já estarei de volta aqui pelo blog, pelo menos para responder comentários e tal.

Olha, a Hermione não está escondendo por enquanto. Ela quer esperar a gravidez se confirmar e tal. Adianto que não é ela quem conta pro Rony. Outra pessoa vai contar antes que ela possa fazer...kkk

Quanto ao Jaez, bem, ele infelizmente vai aprontar sim para a Hermione!

Beijos!

Anônimo,  25 de fevereiro de 2012 12:29  

Marja estou me tornando uma pervetida por causa das suas nc que são deliciosas, coitado do meu namorado...kkkk
Um otimo parto, bjos.
Eliana

Estórias da Marja 25 de fevereiro de 2012 14:14  

Eliana, seu namorado vai é ficar muito contente!!! ;D

Beijos

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