A Chave - Capítulo 75
Capítulo 75
Como uma punição por
sua rebeldia e suas mentiras passadas, um tipo de punição diferente, Ronald acariciou
sua face e apenas olhou-a. Um olhar profundo de apreciação.
-Tem medo que nos
vejam? – perguntou-lhe.
-Não. Não tenho
vergonha. – admitiu, corada sob seu olhar.
Mas não era vergonha
do corpo ou do sexo, era um corado que sempre acontecia quando se perdia naquele
olhar profundamente azul.
-Eu tenho ciúmes de
você. Não quero que a vejam nua. – ele disse sorrindo – Precisamos ser rápidos
antes que nos procurem. – ele sorriu e ela retribuiu.
-O general deve
achar que entramos escondidos e estamos no quarto. Ele não viria nos procurar.
É a nossa lua de mel. Porque alguém nos procuraria?
Ela era uma
debochada e Rony não tinha a menor dúvida disso.
Hermione afastou-se
o bastante para encostar as costas na parede de madeira atrás de si. Era uma indireta
do que esperava dele.
Ronald não a deixou
comandar. Pelo contrário. Pegou seu vestido no chão e o espalhou sobre o feno,
improvisando uma cama para os dois.
Não queria machucar
suas costas delicadas na madeira rústica, por isso improvisou um lugar para os
dois. Estendeu a mão convidando-a a deitar-se.
Com as pernas tremendo
Hermione obedeceu. Deitou com cuidado sobre a cama improvisada no chão e
esperou por ele. As pernas fechadas um pouco de lado enquanto ela o olhava com
olhos brilhantes e que imploram para que a consumação do casamento não
demorasse tempo demais. Estava ansiosa e desejosa dele. Não queria esperar.
De pé, como quem brinca
com seus sentimentos e expectativas, Ronald permaneceu imóvel, movendo-se
apenas para retirar o casaco. Desfez-se da peça e ela olhou para suas mãos
grandes e hábeis que desafivelavam o cinto e retiravam o cinturão de couro, largando-o
em algum ponto do chão, mas que ela não saberia qual, pois cravou os olhos em
seus atos.
Ronald desabotoou a
camisa sem pressa, e quando seu peito ficou nu ela suspirou. Fervia entre as
pernas e estava ansiosa para ser tocada.
Rony sorriu quando ela roçou os dedos no próprio seio, ansiosa por ser
tocada.
Foi propositalmente
lento ao retirar as botas pesadas e as meias. Hermione deslizou uma das mãos
pela própria barriga e gemeu, os olhos percorrendo o peito amplo, largo, de
ombros impressionantes, ela adorava aquele corpo, aqueles músculos se retesando
quando ele se movia.
Os quadris estreitos,
as nádegas musculosas, se retesando enquanto ele descia a calça e a roupa íntima
e finalmente permanecia nu diante dela. Hermione chegou com os dedos entre as
pernas, e esfregou devagar, gemendo quando ele se aproximou, adorando assistir
o modo como ela se tocava.
Seu amante gostava
de ver, tanto quanto ela gostava de ser vista. Gemeu mais quando ele se
ajoelhou diante dela, e agarrou um dos seus tornozelos, e o ergueu para o lado,
afastando muito uma perna da outra. Ela parou de se tocar, e manteve a mão
pousada sobre a barriga, aguardando o que ele faria.
Rony manteve sua
perna afastada e subiu os carinhos por sua panturrilha, alisando a pele e
arrepiando suas coxas, arrepiando seu corpo todo. Ele pousou um beijo em seu
joelho e ela ergueu o quadril, pedindo por aquilo que tanto desejava.
Rony alisou a pele
de suas coxas, sem pressa alguma. Mordiscou a pele sensível, com mordidinhas na
carne das coxas, chegando a marcar a pele com vergões avermelhados.
Hermione apenas
gemia, apertava uma das mãos no seio direito, enquanto empurrava a pélvis para
cima, para que ele não demorasse a satisfazê-la. Ele continuou mordendo suas
coxas um pouco mais perto do que ela tinha em mente.
Hermione sufocou o
riso quando ele mordiscou seu umbigo de surpresa, querendo pega-la desprevenida.
-Não brinque comigo.
– ela pediu quente, a face corada, – Já fez isso outro dia, lembra? Fiquei
queimando por você... E me mandou embora.
-Sim, mas eu também
fiquei queimando e, mesmo assim, a mandei embora. – ele disse cobrindo-a com
seu corpo.
Hermione imediatamente
enlaçou as coxas em torno dele para impedi-lo de escapar de sobre ela.
-Você me enfeitiçou
e me obrigou a lidar com o desejo insano de possuí-la por dias. Estamos quites.
-Não. – ela disse
assanhada – Ainda não estamos quites. Rony, eu te quero tanto... – ela
choramingou enquanto descia uma das mãos por entre eles e o agarrava – Sabe
onde eu te quero? – perguntou maliciosa.
Ele fitou seus
lábios cheios, vermelhos e suculentos e repousou um dedo sobre eles, e Hermione
o mordeu, sugando seu dedo para dentro dos lábios, enquanto o agarrava e
começava a empurrar para dentro de si.
Estava molhada e pronta,
mas ele era grande e largo e por mais que afastasse as pernas e as empurrasse
longe, ainda assim, era desconfortável no começo.
Ela jogou a cabeça
para traz e gemeu sem som, respirando difícil enquanto ele empurrava de pouco a
pouco, e esfregava os dedos por seu queixo, pois ela não pode manter a caricia
com os lábios, vítima de sua entrada deliciosamente dolorosa.
-Só mais um pouquinho...
– ele sussurrou para acalmá-la mas Hermione ergueu o rosto e disse voraz?:
-Pouquinho? Não. Eu
quero tudo! Tudo! – não era um pedido, era uma ordem.
Ele a puxou pelos
braços e ela sentou um pouco assustada pelo olhar azul. Rony não queria mais
falar. Sua mulher pedira tudo e ele estava no limite da paixão com ela a muitos
dias. Ele fixou apoiado nos joelhos e disse:
-Levante, Hermione.
Ela não queria fazer
isso. Seus joelhos tremiam, mas ela levantou. Ficou de pé diante dele, e Rony a
agarrou pelas nádegas, apertando-as enquanto levava a face entre suas pernas.
Ao entender, ela
soltou uma espécie de grito de apreciação.
Ele separou suas
dobras intimas e rosadas com a língua enquanto suas mãos apertavam sua bunda
com dedos de ferro.
Ela olhou em volta, sentindo-se
selvagem por estar ali, praticamente em público, com tão pouca privacidade,
sentindo a noite coroando-os enquanto o amor se fazia entre eles.
A língua encontrou o
clitóris e ela se contorceu. Rony não olhou para saber se ela gostava, pois ela
agarrava seus ombros com dedos de fero e seus apertos eram indícios de que
fazia a coisa certa.
Os cabelos longos
caiam em suas costas e ombros e ele finalmente olhou para ela. Ombros curvados.
Seios empurrados para baixo, pois ela estava usando seus ombros como apoio. Os
peitos o atraiam, e seus mamilos macios eram um belo convite para seus lábios,
mas ele não conseguia abrir mão daquele gosto.
Ele esfregou a
língua tantas vezes em seu clitóris quanto era possível sem fazê-la gozar.
Sempre que ela se aproximava do pico, ele parava e acariciava mais abaixo,
entre os lábios graúdos. Era doce e estava escorregando.
-Rony... – seu
lamento de prazer entrou por seus ouvidos e foi parar em seu membro. Não
poderia se frustrar ao prazer de ter essa mulher.
Ele soltou o aperto
em seu quadril e a fez soltá-lo também.
Hermione se deixou
conduzir quando Rony a fez ficar bem pertinho e curvar os quadris. Ele não queria
que sentasse ou deitasse e quando entendeu o que ele queria, Hermione segurou
outra vez em seus ombros, e obedeceu sem pestanejar.
Ele permaneceu de joelhos,
ela se encaixou em seu membro e empurrou o quadril de encontro ao dele, caindo
para frente e sendo apoiada por ele. Rony a fez colocar as pernas ao redor
dele, e apoiou seu torço nu contra o seu enquanto ela gemia muito pela invasão
completa.
Rony a sustentou e foi
ele quem conduziu o ato, empurrando-a contra si. Hermione agarrou em seu
pescoço e escondeu o rosto em seu ombro. Ele a invadia sem parar e sem falsa
modéstia. Sem preocupação com dor ou desconforto.
Ela havia passado
dessa fase e apenas gemia e murmurava em seu ouvido, pedindo mais. E quando ele
lhe deu o que pedia e a surpreendeu com a intensidade das sensações. Rony a
pouso de volta sobre vestido que servia de cama, mas não soltou seu quadril,
por isso, ela ficou erguida da cintura para cima, unida a ele.
-Oh, Rony... – ela agarrou
os próprios seios, alimentando a fogueira em sua cintura.
Ele sustentou seu
quadril erguido enquanto a possuía rápido e forte. Movimentos precisos e ela
perdeu completamente a conexão com a realidade.
Seu único apoio para
a realidade eram as mãos grossas segurando-a. Sua voz gemendo, seus bufos de
prazer, seu cheiro, aliás, o cheiro dos dois, que exalava e contrastava com o
som molhado que faziam juntos.
Hermione focou toda
sua energia em sentir o corpo masculino invadir o seu e em determinado momento
ela gritou, quando ele avançou sem parar e sem deixá-la corresponder. Era tão
forte, tão evasivo, tão potente, e a única coisa a que se apegar era o membro a
rasgando, entrando e saindo sem parar.
Seu prazer explodiu
e ela ficou surda para tudo. Aquele
mundo de cores era tão bonito que Hermione se apegou a ele.
Rony precisou
aliviar o aperto e soltar o encaixe, pois sua parceira de cama, ou nesse caso,
de loucura fora da cama, estava saciada e em outro mundo. Ele a cobriu com seu
corpo e pediu um beijo, ou melhor, lhe roubou um beijo.
Hermione possuiu a
boca de Roy com a mesma forme que ele fizera com seu corpo. O membro pulsava
contra sua barriga, molhado e rijo, e ela o empurrou deitado sobre o chão, pois
ele não teve a felicidade de ficar sobre o tecido do vestido. Montou-o e Rony
olhou-a do mesmo modo que faria para uma princesa.
Hermione exultava por
dentro por ser olhada desse modo. Como uma rainha. Como se ela fosse realmente
a mulher mais linda desse mundo. Agradecida por esse olhar, ela baixou o corpo
até engolir sua ereção inteira. Sua
feminilidade o acolheu com frescor e ele fechou os olhos, pois essa dança era
de Hermione.
Ela o acariciou no
peito, com boca, lábios e dentes, sugando seus mamilos, mordiscando seus músculos,
salpicando beijos carinhosos onde seus dentes feriam. Tudo sem parar de erguer
e baixar o quadril, levando-o fundo e dentro. Bem dentro. Ela rodou o quadril
em giros lentos e provocadores e ele a olhou a um passo de gozar.
Sua cigana jogou os cabelos
para trás e os braços, cavalgando-o com decisão enquanto uma de suas mãos
encontrava seus testículos e os apertava, manipulava, consolidando aquele prazer
todo que crescia dentro dele.
Ronald gozou no
mesmo instante em que Hermione também atingiu outro clímax fantástico. Ela não
conseguiu gritar ou gemer, estava tão sem fôlego, que apenas caiu para frente,
respirando pesadamente.
Permaneceram assim
por algum tempo e foi Hermione quem ergueu o corpo primeiro, para olhar em seus
olhos e sorrir. Acariciou seu rosto, que ele mantinha sem barba, com exceção de
uma leve camada de pêlos, pois os raspava a cada dois dias. Ela gostava assim.
Um dia pediria que usasse novamente a barba cerrada de quando o conheceu e se apaixonou,
mas por hora, gostava dele assim.
-Eu te amo. – ela disse
ao mordiscar o ouvido do seu Comandante. – Vamos sair daqui?
Seu riso cristalino
incentivou o riso de Rony que a beijou e sentou com ela em seu colo.
-Nunca confesse ao padre
onde consumamos nosso casamento. – ele alertou enquanto a beijava carinhosamente.
-Não se preocupe não
tenho pretensão de contar a ninguém. – ela disse acariciando-o tão meiga e
apaixonada que Rony precisou fitar seus olhos para reconhecer sua cigana forte
e destemida naquela moça adorável.
-Eu me apaixono e
torno a me apaixonar por você todos os dias, cigana. Isso não é justo. – ele
disse um pouco sério por conta do tanto que amava – Não é direito o quanto me
desperta para o amor.
-É claro que é
certo. Seria injusto não me corresponder. Eu abri mão de tudo, Rony. Da minha
busca pelo meu pai – era verdade, ela decidiu ficar com ele quando ainda achava
que seu pai estava em outro país, distante dela. – por te amar. Não desvalorize
o que sinto. Por trás de tudo que digo e faço, há muito amor. Por você, pelo
meu irmão, pela minha gente.
-Então não falaremos
mais nisso. – ele disse alisando a pele de suas coxas bonitas e beijando docemente
seu pescoço – Sem dúvidas sobre nossos sentimentos, Hermione. Sem mais dúvidas.
Aliviada, ela o abraçou
e riu quando foi erguida e colocada de pé. Os dois se vestiram rindo e
conversando assuntos tolos.
Hermione estava
longe de estar apresentável e Rony em desalinho, por isso os dois saíram do
celeiro e percorreram o jardim escondidos. Avançaram pela casa do mesmo modo,
não querendo encontrar ninguém no caminho.
-Eu não lhe agradeci
pelo que fez por Harry .– ele disse quando fechou a porta do quarto dos dois à
chave.
-Não agradeça. Ter
uma esposa divide seu trabalho, Comandante. Posso cuidar da sua família,
enquanto você cuida do trabalho.
-É por isso que os
homens se casam? Para ter uma companheira? – ele se surpreendeu com essa
revelação. – Alguém com quem dividir as aflições e as dificuldades?
-Acho que a péssima
experiência entre você, Harry e a noiva de Harry, causou um dano quase irreparável
na confiança dos dois. O casamento é uma união, Rony. Por isso não pude me
casar com Jaez, apesar de tê-lo como um bom homem. Porque eu quero dividir tudo
com o homem que amo. Minha vida, minhas decisões. Até o meu aprendizado. Porque
eu tenho pensando sobre mim mesma e sobre tudo que fiz. Eu posso não parecer
muito agradecida ou submissa as normas dessa casa, mas eu estou tentando Rony,
estou tentando ser alguém menos impulsivo. E nunca mais irei mentir. Eu lhe
juro isso. Não minto mais para você. – ela o abraçou no centro do quarto e
sorriu – E você? Tem mentiras para me confessar, Comandante?
-Mentiras? – ele
pareceu um pouco desconfortável com a pergunta.
-Você mentiu para
mim alguma vez desde que nos conhecemos? – perguntou para colocá-lo em uma situação
difícil.
Bem que ele poderia
lhe contar tudo sobre Heitor. Seria um alívio não carregar mais esse peso em
seu coração. E ela lhe contaria sobre o bebê.
-Não tenho segredos
para você, Hermione. – ele disse baixando os olhos e a distraindo com um beijo.
Quando o beijo acabou
ela o abraçou e pelas suas costas fitou o espelho atrás de si com um olhar de
desconfiança.
‘Não tenho segredos
para você, Hermione’? Mas que mentiroso!
Ela tornou a sorrir
sem que nada parecesse estranho quando ele lhe fez uma proposta maliciosa no
ouvido.
Dividida entre o
impulso de brigar com ele pela mentira deslavada e o desejo de se deitar outra
vez com ele, Hermione acabou por relevar e optar pela segunda opção.
Maliciosa ela se
afastou dele e começou a despir as roupas. Desta vez na cama, os dois terminaram
a noite embolados em pernas, braços e lábios, sobre a ampla cama de lençóis de
seda...
Do outro lado da
cidade, Dimitri entrou na tenda era noite alta. Ele fez um gesto para que Niglo
o reconhecesse e pudesse passar. Eles mantinham Jaez preso na tenda até Dimitri
decidir o que faria com ele. A opinião geral era que deveria ser expulso. Mas
ele entendia em parte a situação de Jaez.
Niglo não gostou
quando a ordem foi para soltar Jaez.
Tendo tido tempo
para esfriar a cabeça, e engolir o orgulho, Jaez agora estava calmo o bastante
para uma conversa.
Dimitri sentou em
uma cadeira e Jaez levantou e andou pela tenda esticando as pernas e se
afastando do rapaz.
-Todos os ciganos
reconheceram o meu lugar de líder. Não vale a pena perder seu tempo tentando
desfazer essa decisão .– Dimitri alertou.
-É verdade o que
dizem? – Jaez perguntou sério, e indiferente – Era Hermione naquele vestido de
noiva e não a irmã do comandante inglês?
-Sim, era Hermione.
– ele contou.
-Porque ela não disse
que era ela? – ele perguntou a si mesmo.
-Acho que sabe a
resposta, Jaez. – Dimitri também levantou e precisou esclarecer tudo – Minha
irmã se casou há três dias atrás com o Comandante inglês Wesley. Seu paradeiro
não é mais um segredo. Todos sabem que ela fugiu para ficar com ele. É a
historia que devem saber. Estive com ela
esta noite. Como líder não posso aceitar minha irmã de volta ao nosso povo. Ela
não é bem vinda aqui. Mas como homem... Eu posso vê-la sem que isso atrapalhe
meu posto.
-E como ela está? –
a pergunta era tensa.
-Está feliz. –
Dimitri sorriu – Os olhos dela brilham. – contou feliz pela irmã – Parece a Hermione
de quando era pequeno, e ela era feliz cuidando de mim e da mamãe. Ver minha
irmã tão feliz não tem preço.
-Eu não aceito esse
casamento. Eu não reconheço esse casamento como válido, Hermione é minha noiva.
Tenho todo o direito de exigir meu direito. – ele negou revoltado.
-Eu devo avisar que
está luta será apenas sua, Jaez. Enfrentará os soldados espanhóis. Hermione não
é mais uma cigana. Ela é a esposa de um dos homens mais poderosos da Espanha.
Nosso povo não entrará em uma guerra em nome da sua obsessão.
-Eu amo Hermione. - ele disse furioso.
-Não. – Dimitri
negou – Se você a amasse, Hermione não teria fugido. Ela teria falado com você
do mesmo modo que falou comigo. Do mesmo modo que ela fala com o inglês. Se
você tivesse algum sentimento pela minha irmã ela teria confiado que seria
feliz ao seu lado.
-A culpa é minha?
Sua irmã perdeu o juízo e foi levada a cometer essa loucura e sou o culpado?
-Entenda como
quiser. Não atente contra minha irmã. Ela está protegida. Não quero perder nosso
melhor negociante por causa de uma mulher. Mesmo que ela seja minha irmã.
Como líder era esse
o recado que tinha para lhe dar. O silêncio caiu sobre eles.
-Dimitri? – a voz
cansada e pouco direta de Marcella o fez olhar para a entrada da tenda. – Eu o vi chegar. Poderia falar com você um
instante?
-Claro, entre. – ele
mandou – Não precisa de permissão para falar comgio.
-É claro que
preciso, agora é nosso líder. – ela disse sorrindo – Meu pai conversou com o
meu futuro noivo. Ele virá falar com o líder do nosso povo o mais breve possível,
então... Eu pensei se poderia pegar um pouco de dinheiro para comprar alguns
vestidos. – ela pediu humilde – Meu pai não tem feito bons negócios, mas ele
pagará em breve.
-E porque o seu pai
não esta aqui negociando? – Dimitri perguntou estanhando.
-Porque meu pai anda
doente, mas não quer que ninguém saiba. – ela disse triste – Ele quer me casar
o mais rápido possível. Teme o pior para mim e minha mãe se ele... Bem, acho
que é isso. – ela escondeu a tristeza e Dimitri apenas acenou.
-Compre os vestidos
que precisar. – ele disse sério também – É um investimento casar uma cigana tão
importante para nós. Mas eu penso se não deveria casá-la com alguém daqui. Para
não perdermos alguém de tanta valia. – Dimitri sugeriu e ela negou:
-Não. Eu quero me casar
e ir embora – ela disse triste – Obrigada por atender meu pedido.
Humilde, Marcella
foi embora.
Dimitri olhou para
Jaez e disse:
-É livre para ficar
ou partir, Jaez. Mas se optar por ficar... Seguirá minhas regras. O que
prefere?
-Eu fico. – ele
disse engolindo o orgulho – É claro que não abrirei mão do meu povo por causa
de um garoto.
Dimitri relevou e
também saiu da tenda.
-Às vezes, Jaez, é
preciso entender e aceitar as mulheres. – foi Niglo quem disse quando ficaram
sozinhos. – é meu amigo e não o quero ver sofrer por causa de um rabo de saia.
Hermione não vale muita coisa, mas o inglês a quis e fará uso dela enquanto lhe
servir. Escolha uma esposa e case, Jaez, como eu farei com Hanya. Se o destino
quiser que fique com Hermione, ele se encarregará de trazê-la para você.
-Eu preciso achar um
modo de ver Hermione. – ele disse nervoso.
Niglo não tentou
impedi-lo de ir para sua própria tenda. Dimitri relevou seu crime e Jaez estava
livre outra vez. Em seu caminho para a tenda avistou Marcella andando para a
tenda de sua família.
Sozinha, sob a lua, desprotegida.
Ele precisava tanto de uma mulher. Descarregar sua fúria em uma mulher. Mas ela
tinha família e logo se casaria.
Ele engoliu em seco,
pensando porque esse gosto amargo na boca.
Marcella o amava.
Era insignificante perto do encanto de Hermione, mas era uma mulher afinal, e
como tal serviria para suprir suas necessidades de homem.
Talvez alertada do perigo
pelos instintos de cigana, Marcella olhou em sua direção e se assustou com o
quer viu em sua face. Ela correu para a tenda dos pais e desta vez não ficou
separada deles, para não correr o risco de ser visitada a noite.
Lá fora a noite ia
longe quando Jaez se acalmou e permaneceu apenas olhando a lua distante, sem
saber que a quilômetros de distancia, Hermione estava adormecida nos braços de
Ronald, enquanto ele acariciava seus cabelos carinhosamente e também adormecia
após o amor...
Autora: bem, gente,
dia 25 e 26 tem postagem normal. Pode atrasar, e tal, mas tem post. Dia 27 vou
falar de como fica o blog na minha ausência. Não será uma ausência tão longa
assim, e nem tão ‘ausente’, por isso nada de pânico. Kkk
A Chave não vai
parar. Garanto.
Beijos e até amanhã!































7 comentários:
hum....certo sem desespero..kkk
eita q rony mentiroso kkkk
imy
Nossa, isso é que eu chamo de uma NC porreta, cada dia você supera em Marja.
O Jaez é um filha da mãe, fala mau da Marcela, e quer usar a garota so pra se aliviar, CACHORRO. So espero que ele não apronte nada contra a Hermione.
Marja vou ficar uns dias sem PC pois vai para o conserto, por tanto te desejo bom parto e que o seu bebê venha com muita saúde e seja tão inteligente e criativo como a mãe. O maridão deve está muito ansioso também não é?
Boa sorte no Parto!!! Beijos!!!!
So uma pergunta, será que a Hermione vai esconder do Rony a gravidez, igual como o Rony escondeu dela no Acordo (Hermione so foi descobrir a gravides com três meses). Seria até bem feito pra ele.
Beijos!!!!
Imy, mentiroso mesmo!
Ele tem uma boa causa...hehe...mas é meio trairinha, esse Rony!!!
Se a Hermione tb não tivesse seus defeitos...iria ficar possessa com ele!
Beijos
Trícia, provavelmente quando você voltar a ter pc eu já estarei de volta aqui pelo blog, pelo menos para responder comentários e tal.
Olha, a Hermione não está escondendo por enquanto. Ela quer esperar a gravidez se confirmar e tal. Adianto que não é ela quem conta pro Rony. Outra pessoa vai contar antes que ela possa fazer...kkk
Quanto ao Jaez, bem, ele infelizmente vai aprontar sim para a Hermione!
Beijos!
Marja estou me tornando uma pervetida por causa das suas nc que são deliciosas, coitado do meu namorado...kkkk
Um otimo parto, bjos.
Eliana
Eliana, seu namorado vai é ficar muito contente!!! ;D
Beijos
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